"Não tenho medo do termo 'religião'. Sou religioso, e tenho uma religião. A tentativa de mudar o sentido desse termo e transformá-lo, por um lado, em superstição, e por outro, em legalismo, não me preocupa muito. Deus é Deus, eu sou eu, e a gente se entende e se ama por causa da iniciativa dele em nos re-ligar através de Jesus Cristo. Isso é religião."
"as pessoas dizem isso porque querem, na verdade, dizer que "superstição é um lixo" ou "legalismo é um lixo" ou "a teologia (insira adjetivo com o qual discordam) é um lixo". É um caso clássico de não ver a floresta porque tem muita árvore na frente.
Mas é justamente isso o que estou dizendo, essa moda de dizer que não tem religião é, em si, uma capitulação ao pós-modernismo, que redefine o termo (ou que diz que os termos não tem definição). Se o termo funcionava para os pais da igreja, para Agostinho, para Calvino, para Lutero, para Hodge, Bavinck, Van Til, Clark, etc. e etc., funciona pra mim também."
religião
s. f.
1. Culto prestado à divindade.
2. [Por extensão] Doutrina ou crença religiosa.
3. [Figurado] O que é considerado como um dever sagrado.
4. Reverência, respeito.
5. Escrúpulo.
6. Comunidade religiosa que segue a regra do seu fundador ou reformador.
Eu tou de saída (da net, pois está tarde). Mas acho que deixar que redefinam um termo nosso, ao ponto que deixamos de usá-lo, é perigosíssimo. O que será redefinido, em seguida? Poderemos dizer que temos fé? Devoção? Adoração? Os termos tem sentido, sim, sentidos que são relacionados com aquilo ao que referem. Que Deus nos dê a sabedoria para ter cuidado nisso e não aceitarmos os termos pós-modernos da discussão.
Não somos salvos pelo parafuso, mas pelo brócolis. Só estou redefinindo os termos também... Estou redefinindo Brócolis como uma referência à fé e parafuso como referência às obras, assim como quem redefine religião como qualquer outra coisa além daquilo que somos.
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